24/05/2012 Carros do Álvaro — Roadwin é ágil na cidade, mas peca com o motor fraco.
Jaqueta, capacete, luvas. Minha roupa toda preta contrasta com a pequena esportiva branca com adesivos vermelhos. Puxo o acelerador até o fim e o motor de 250 cm³ grita por entre os carros no corredor norte-sul de São Paulo. A pequena moto de 173 quilos em peso de marcha se torna imponente na faixa movimentada. Acelero, primeira, segunda, terceira velocidade. A troca é rápida, pois as marchas são curtas. A faixa é estreita, mas isso não é um problema. Ela tem largura total de 778 mm e faz com que facilmente passe pelos incômodos espelhos retrovisores com apenas um jogo de cintura.
Paro no sinal vermelho. Motos em fila. Um motociclista ao lado me pergunta: “Que moto é essa, não conheço?”. Pois bem. Essa é a Roadwin, a esportiva de 250 cm³ da Dafra.
Compacta e leve, ela é muito boa para encarar o trânsito urbano. Mas não fique incomodado quando for ultrapassado por motos com aparências menos agressivas. Realmente a Roadwin engana um pouco quando se trata de potência. Seus 24 cv a levam a no máximo 130 km/h (dados da montadora). E acredito realmente nisto, pois muitas vezes fui puxar a marcha seguinte e ela já estava em quinta.
Para uma pessoa de 70 quilos ela é muito confortável. A posição de pilotagem não é tão esportiva e o que mais me agradou foi a facilidade de se movimentar por entre as faixas. Basta inclinar para lado e ‘vrummmm’, deixa todos para trás. Quando está entre 40km/h a 60km/h ela responde muito bem. E por falar em mudanças, a primeira velocidade é somente para colocar a moto em movimente mesmo. Isso, porque a baixíssimas velocidades já pede mudança. Então se você não quiser ficar fazendo troca de marchas constantemente essa moto não é indicada para você.
Com poucos minutos em trânsito ela já aquece bastante e você sentirá o calor do motor em suas pernas (as duas). Mas nada o suficiente para prejudicar a pilotagem. Um ponto que me surpreendeu foi a suspensão dianteira. Quando passei sem perceber por um desnível no asfalto pensei comigo, ‘agora já era’. Vai me atirar para cima como um touro nervoso e depois pisotear sobre minha carcaça. Mero engano meu. A suspensão telescópica de 128 mm respondeu muito bem e amorteceu quase que completamente o impacto.
Foi outro item que quase me atirou para fora da moto, e esse de fábrica. Muito cuidado ao acionar o freio dianteiro (duplo disco de 290 mm de diâmetro com pinças de dois pistões). Ele é muito sensível e qualquer toque pode sair mais brusco do que o esperado. Então vá com cautela e utilize sempre em primeiro lugar o freio traseiro quando for reduzir de velocidades mais elevadas.
Uma coisa que me agradou bastante foram alguns detalhes estéticos. Ao pilotar a moto durante o dia você poderá não perceber, mas o painel da Roadwin conta com uma luz azul que dá um charme especial. E por sinal, ele é bem completo e conta com velocímetro digital, conta-giros, duplo hodômetro parcial, marcador de combustível, relógio e sensor de temperatura do motor. Outro detalhe interessante são linhas vermelhas nas rodas que combinam muito bem com os adesivos colados na carenagem branca.
E esse conjunto todo acabou chamando não só a atenção do motociclista no sinal vermelho (como já mencionado no início do texto), como também de diversas outras pessoas, algumas leigas e outras já calejadas no mundo das motos.
“Isso que é moto”, disse o porteiro do prédio onde moro ao me ver com a pequena Roadwin. Ao chegar em casa, meu irmão complementou: “Essa moto deve andar bastante”. Realmente o conjunto construído pela Dafra proporciona uma visão robusta e isso pode que gerar frustrações quando acionado o acelerador e a resposta fica aquém do esperado.
Mesmo com poucos dias pilotando esta moto, minha avaliação é positiva. Leve, ágil e bonita. Se movimenta muito bem e proporciona um grande prazer ao pilotar. Mas ao mesmo tempo ela tem suas restrições. O motor monocilíndrico, 4 válvulas, DOHC, deixa um pouco a desejar e fica bem atrás das suas concorrentes diretas. Resumindo, é divertido pilotar a pequena Dafra e o valor é compatível ao que ela oferece. É a mais barata dos quatro modelos de 250 cm³ oferecidos no Brasil, com preço sugerido de fábrica de R$ 12.490,00.
Jaqueta, capacete, luvas. Minha roupa toda preta contrasta com a pequena esportiva branca com adesivos vermelhos. Puxo o acelerador até o fim e o motor de 250 cm³ grita por entre os carros no corredor norte-sul de São Paulo. A pequena moto de 173 quilos em peso de marcha se torna imponente na faixa movimentada. Acelero, primeira, segunda, terceira velocidade. A troca é rápida, pois as marchas são curtas. A faixa é estreita, mas isso não é um problema. Ela tem largura total de 778 mm e faz com que facilmente passe pelos incômodos espelhos retrovisores com apenas um jogo de cintura.Paro no sinal vermelho. Motos em fila. Um motociclista ao lado me pergunta: “Que moto é essa, não conheço?”. Pois bem. Essa é a Roadwin, a esportiva de 250 cm³ da Dafra.
Compacta e leve, ela é muito boa para encarar o trânsito urbano. Mas não fique incomodado quando for ultrapassado por motos com aparências menos agressivas. Realmente a Roadwin engana um pouco quando se trata de potência. Seus 24 cv a levam a no máximo 130 km/h (dados da montadora). E acredito realmente nisto, pois muitas vezes fui puxar a marcha seguinte e ela já estava em quinta.Para uma pessoa de 70 quilos ela é muito confortável. A posição de pilotagem não é tão esportiva e o que mais me agradou foi a facilidade de se movimentar por entre as faixas. Basta inclinar para lado e ‘vrummmm’, deixa todos para trás. Quando está entre 40km/h a 60km/h ela responde muito bem. E por falar em mudanças, a primeira velocidade é somente para colocar a moto em movimente mesmo. Isso, porque a baixíssimas velocidades já pede mudança. Então se você não quiser ficar fazendo troca de marchas constantemente essa moto não é indicada para você.
Com poucos minutos em trânsito ela já aquece bastante e você sentirá o calor do motor em suas pernas (as duas). Mas nada o suficiente para prejudicar a pilotagem. Um ponto que me surpreendeu foi a suspensão dianteira. Quando passei sem perceber por um desnível no asfalto pensei comigo, ‘agora já era’. Vai me atirar para cima como um touro nervoso e depois pisotear sobre minha carcaça. Mero engano meu. A suspensão telescópica de 128 mm respondeu muito bem e amorteceu quase que completamente o impacto.Foi outro item que quase me atirou para fora da moto, e esse de fábrica. Muito cuidado ao acionar o freio dianteiro (duplo disco de 290 mm de diâmetro com pinças de dois pistões). Ele é muito sensível e qualquer toque pode sair mais brusco do que o esperado. Então vá com cautela e utilize sempre em primeiro lugar o freio traseiro quando for reduzir de velocidades mais elevadas.
Uma coisa que me agradou bastante foram alguns detalhes estéticos. Ao pilotar a moto durante o dia você poderá não perceber, mas o painel da Roadwin conta com uma luz azul que dá um charme especial. E por sinal, ele é bem completo e conta com velocímetro digital, conta-giros, duplo hodômetro parcial, marcador de combustível, relógio e sensor de temperatura do motor. Outro detalhe interessante são linhas vermelhas nas rodas que combinam muito bem com os adesivos colados na carenagem branca.E esse conjunto todo acabou chamando não só a atenção do motociclista no sinal vermelho (como já mencionado no início do texto), como também de diversas outras pessoas, algumas leigas e outras já calejadas no mundo das motos.
“Isso que é moto”, disse o porteiro do prédio onde moro ao me ver com a pequena Roadwin. Ao chegar em casa, meu irmão complementou: “Essa moto deve andar bastante”. Realmente o conjunto construído pela Dafra proporciona uma visão robusta e isso pode que gerar frustrações quando acionado o acelerador e a resposta fica aquém do esperado.
Mesmo com poucos dias pilotando esta moto, minha avaliação é positiva. Leve, ágil e bonita. Se movimenta muito bem e proporciona um grande prazer ao pilotar. Mas ao mesmo tempo ela tem suas restrições. O motor monocilíndrico, 4 válvulas, DOHC, deixa um pouco a desejar e fica bem atrás das suas concorrentes diretas. Resumindo, é divertido pilotar a pequena Dafra e o valor é compatível ao que ela oferece. É a mais barata dos quatro modelos de 250 cm³ oferecidos no Brasil, com preço sugerido de fábrica de R$ 12.490,00.![]() |
| por Eduardo Coutelle Fonte: BestRiders |

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